segunda-feira, 28 de maio de 2012

Torcedores de Remo e Paysandu vão ao Hemopa doar sangue

                                                               
Torcedores do Remo e Paysandu jogaram no mesmo time durante quatro dias e quem ganhou foi a solidariedade. Para ajudar a reestabelecer o banco de sangue do Hemopa, que teve a maior baixa de estoque do ano, as torcidas dos dois times fizeram uma disputa saudável para descobrir qual atraía mais doadores. A campanha deu tão certo que o número de doadores subiu de uma média de 100 para 350 por dia, ultrapassando a média de períodos normais de coleta, que é de 250 por dia.

A torcida organizada Terror Bicolor chegou ao Hemopa com um ônibus lotado de torcedores prontos para doar sangue. Entre eles estava Adriane dos Santos, que sempre teve vontade de ser doadora, embora o medo a impedisse. A convocação para fazer parte do time do Papão foi o incentivo que estava faltando. "Não posso negar uma chamada do Paysandu, ainda mais em um clássico como esse. Gostei muito de ter participado da campanha e recomendo a todos doar sangue", disse.

Por amor ao clube, Adla de Souza também resolveu enfrentar o medo de agulha e contribuir para que o Remo fosse o campeão nas doações. "O meu amor pelo Leão é tão forte que enfrentei meu trauma com agulhas. No fim das contas nem doeu como eu imaginava e a sensação de saber que estou ajudando alguém é indescritível", disse a integrante do Azulindas, torcida organizada composta por 241 pessoas.

A estudante May Gemaque, também integrante do Azulindas, acredita que a campanha ajuda ao próximo e fortalece o respeito e a amizade entre as torcidas rivais. "Essa chamada é uma forma da gente se encontrar fora do campo, se reconhecer como parceiros de uma mesma causa, mantendo uma competição saudável para ajudar o outro", avaliou.

O remista Luís Brasil Júnior deixou de consumir bebida alcoólica na própria festa de aniversário, que aconteceu na noite anterior, só para estar apto a doar sangue e contabilizar pontos para o Clube do Remo. "Eu sou doador. Não fiquei triste de não beber no meu aniversário, pois tem muita gente precisando de sangue. Se além de doar eu puder contribuir para meu time, a satisfação é em dobro", frisou.

O Paysandu só fica em segundo plano na vida de Marcos Maia quando o assunto é ser solidário. Ajudar quem precisa de sangue para sobreviver é mais importante do que qualquer outro motivo. "Sempre que posso, doo sangue. É lógico que o Papão é um incentivo a mais para eu estar aqui, mas viria só para ajudar a manter o estoque de sangue", afirmou.

Segundo a diretora técnica do Hemopa, Socorro Ferreira, por causa da baixa no estoque, a fundação deixou de atender a 40% da demanda, mas com o apoio das duas maiores torcidas do Norte do Brasil, o banco de sangue está conseguindo se estabilizar. "Foi muito boa essa iniciativa das torcidas. Numa hora dessas a gente vê que as pessoas deixam o futebol em segundo plano em nome do exercício da cidadania e do amor ao próximo", comentou.

Nesta primeira disputa o Remo ganhou do Paysandu com a diferença de 27 doadores no placar final, mas o Hemopa vai continuar contabilizando os torcedores que quiserem contribuir com a campanha. Quem estiver interessado em compor parceria para o desenvolvimento de campanhas com o Hemopa, pode entrar em contato pelo telefone 3224-5048.

Serviço: Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará. Travessa Padre Eutíquio, 2.109, Batista Campos.
Telefones: (91) 3225-2404 e 3242-6905/9100.
Site: www.hemopa.pa.gov.br. Email: gabinete.hemopa@hotmail.com / ro.bcosta@yahoo.com.br.

Fonte: http://www.pa.gov.br/

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